quarta-feira, 9 de abril de 2014


Investigação em Ciências Sociais

“… o problema do conhecimento científico põe-se da mesma maneira para os fenómenos sociais e para os fenómenos naturais…”
QUIVY, Raymond e CAMPENHOUDT, Luc Van – Manual de Investigação em Ciências Sociais: trajectos. Gradiva: Lisboa; 2008. p. 24 e 25

             Quando um investigador resolve realizar um estudo na área das ciências sociais coloca hipóteses teóricas que depois de confrontadas e verificadas, com dados de observação ou de experimentação, traduzem-se em conhecimento científico à semelhança das ciências naturais. O método que utiliza é o método científico que respeita o protocolo do procedimento.

Raymond Quivy e Luc Van Campenhoudt, no seu Manual de Investigação em Ciências Sociais organizam este protocolo em três atos: ruptura, construção e verificação. Ao primeiro ato diz respeito o romper com aquilo que são falsas evidências da realidade; ao segundo a elaboração de um novo modelo, novas hipóteses e no terceiro a verificação deste modelo e hipóteses para chegar a conclusões. A etapas do procedimento são sete, todas elas interligadas e distribuídas pelos três atos já descritos.

Quando inicia os trabalhos o investigador formula uma pergunta de partida com o cuidado de verificar a sua clareza, exequibilidade e pertinência. Em seguida, na segunda etapa – a observação – dividirá o seu tempo entre a pesquisa bibliográfica e entrevistas exploratórias. A pesquisa bibliográfica traduz-se em leituras, cuidadosamente selecionadas tendo em conta o objeto de investigação e o tempo que o investigador possui. Estas deverão ser feitas segundo um método próprio de forma a poder comparar os textos entre si e os textos e as entrevistas. Nas entrevistas exploratórias, preparadas previamente pelo investigador, este deve adotar uma atitude de escuta, abertura de forma descodificar discursos de peritos, testemunhas ou outras pessoas. Á terceira etapa – a problemática – corresponde o momento de realizar o balanço e descrever as problemáticas possíveis e definir a própria problemática. Segue-se a construção do modelo de análise, tempo em que o investigador elabora as hipóteses, o modelo (precisando as relações entre os conceitos e as relações entre as hipóteses) e os conceitos (precisando as dimensões, os indicadores). A quinta etapa – a observação – permite delimitar o campo de observação, conceber e testar o instrumento de observação e proceder à recolha das informações. Na etapa seguinte procede-se à análise das informações. Depois de descrever, devem ser medidos e comparados os resultados observados procurando o significado das diferenças. Por fim o investigador deve recapitular todo o procedimento, apresentar resultados destacando os novos conhecimentos alcançados e as consequências práticas da investigação sob a forma das conclusões.

 BIBLIOGRAFIA:
QUIVY, Raymond e CAMPENHOUDT, Luc Van – Manual de Investigação em Ciências Sociais: trajectos. Gradiva: Lisboa; 2008

 Bom trabalho para todos.

Sem comentários:

Enviar um comentário