Investigação em Ciências Sociais
“… o problema
do conhecimento científico põe-se da mesma maneira para os fenómenos sociais e
para os fenómenos naturais…”
QUIVY, Raymond e CAMPENHOUDT, Luc Van – Manual de Investigação em Ciências Sociais:
trajectos. Gradiva: Lisboa; 2008. p. 24 e 25
Raymond Quivy
e Luc Van Campenhoudt, no seu Manual de Investigação em Ciências Sociais
organizam este protocolo em três atos: ruptura, construção e verificação. Ao
primeiro ato diz respeito o romper com aquilo que são falsas evidências da
realidade; ao segundo a elaboração de um novo modelo, novas hipóteses e no
terceiro a verificação deste modelo e hipóteses para chegar a conclusões. A
etapas do procedimento são sete, todas elas interligadas e distribuídas pelos
três atos já descritos.
Quando inicia
os trabalhos o investigador formula uma pergunta
de partida com o cuidado de verificar a sua clareza, exequibilidade e
pertinência. Em seguida, na segunda etapa – a observação – dividirá o seu tempo entre a pesquisa bibliográfica
e entrevistas exploratórias. A pesquisa bibliográfica traduz-se em leituras,
cuidadosamente selecionadas tendo em conta o objeto de investigação e o tempo
que o investigador possui. Estas deverão ser feitas segundo um método próprio
de forma a poder comparar os textos entre si e os textos e as entrevistas. Nas
entrevistas exploratórias, preparadas previamente pelo investigador, este deve adotar
uma atitude de escuta, abertura de forma descodificar discursos de peritos,
testemunhas ou outras pessoas. Á terceira etapa – a problemática – corresponde o momento de realizar o balanço e
descrever as problemáticas possíveis e definir a própria problemática. Segue-se
a construção do modelo de análise,
tempo em que o investigador elabora as hipóteses, o modelo (precisando as
relações entre os conceitos e as relações entre as hipóteses) e os conceitos
(precisando as dimensões, os indicadores). A quinta etapa – a observação – permite delimitar o
campo de observação, conceber e testar o instrumento de observação e proceder à
recolha das informações. Na etapa seguinte procede-se à análise das informações. Depois de descrever, devem ser medidos e
comparados os resultados observados procurando o significado das diferenças.
Por fim o investigador deve recapitular todo o procedimento, apresentar
resultados destacando os novos conhecimentos alcançados e as consequências
práticas da investigação sob a forma das conclusões.
QUIVY, Raymond e CAMPENHOUDT, Luc
Van – Manual de Investigação em Ciências
Sociais: trajectos. Gradiva: Lisboa; 2008
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