Breve resenha histórica - Parte II
Pastoral é
ouvir a realidade, a vida, é levar a sério a encarnação de Cristo. É a
continuação da ação de Cristo como pastor, a ação da Igreja. É toda a vida da
Igreja, hoje e aqui, onde acontece a vida humana. O seu objeto de estudo é a fé
como conteúdo e a fé como adesão/ ato. O método que utiliza é o que foi
expresso no Concílio Ecuménico Vaticano II: ver/julgar/agir, para o qual é fundamental
o uso do discernimento, estando atento à leitura dos sinais dos tempos. As ideias
comandam a realidade.
Embora, nos
Atos dos Apóstolos já se reconheça a Pastoral ela apenas entrou como disciplina
nas escolas em finais do século XVIII, na Alemanha. Na parte I desta publicação
abordamos os três primeiros momentos da evolução do conceito de teologia
pastoral (aplicativa – bons conselhos pastorais; eclesiologia – conceito de
Igreja ligado ao conceito de teologia e o O Vaticano II – Gaudium et Spes que integra a doutrina cristã a caminho da teologia
prática). O quarto e último momento da teologia pastoral inicia-se após Vaticano II com o contributo da Cristologia (mistério da
trindade, pessoa humana e divina); com a aceitação da categoria de povo (Igreja
dos pobres); a conceção de Koinonia; a tarefa evangelizadora (a nova evangelização
da qual falava JP II); a relação entre fé e política; a remodelação dos
mistérios e o serviço eclesial à comunidade.
Concluindo, é
importante referir que se deu uma evolução do conceito de teologia pastoral
(desde a disciplina que incluía todas as matérias da teologia ao “manual do
pastor”) ao conceito de teologia prática, a ciência que assenta no binómio
teoria-prática (a teoria cristã da Igreja e uma prática da teologia).
Boa semana para todos!
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