Análise de conteúdo – o método de Laurence Bardin
Parte V
V – A informatização da análise das comunicações
Nesta última
parte do método a autora apresenta algumas questões sobre a pertinência do uso
do computador para a análise de conteúdo e também alguns exemplos e boas praticas
na área tais como: uma análise de conteúdo de imprensa; a análise de resposta a
questões abertas; as análises lexicométricas e uma análise ao programa DEDEREC,
um programa de análise automática de texto, criado nos anos 70 por Plante no Canadá.
Inicia a
exposição respondendo à questão “É possível fazer análise de conteúdo por
computador?” (p. 171) sugerindo que se decomponha a questão em três níveis: o
tratamento de texto (função «cortar, colar»); as operações de análise de texto
(categorização) e a análise dos dados obtidos (as operações estatísticas dos
resultados). Demonstra alguma apreensão na resposta dizendo “… «Sim», porque
algumas coisas são já possíveis, «Não», porque normalmente essas coisas existem
apenas a título experimental ou artesanal…” (p. 172).
Ao verificar
a utilidade da informática para a análise de conteúdo a autora enumera os benefícios
e as limitações dos computadores neste campo de análise
Conclui
afirmando que o computador não pode fazer tudo, necessitando de operações
prévias e a sua utilização tem consequências na prática da análise de conteúdo
nomeadamente ao nível: da rapidez; do rigor na organização; a flexibilidade
mantém-se; a reprodução e troca de documentos facilitada e o aumento de
criatividade por parte do investigador.
Bibliografia:
BARDIN, Laurence.
Análise de Conteúdo. Lisboa: Edições 70; 2008.
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