quarta-feira, 2 de julho de 2014


Análise de conteúdo – o método de Laurence Bardin

Parte V

V – A informatização da análise das comunicações

            Nesta última parte do método a autora apresenta algumas questões sobre a pertinência do uso do computador para a análise de conteúdo e também alguns exemplos e boas praticas na área tais como: uma análise de conteúdo de imprensa; a análise de resposta a questões abertas; as análises lexicométricas e uma análise ao programa DEDEREC, um programa de análise automática de texto, criado nos anos 70 por Plante no Canadá.

            Inicia a exposição respondendo à questão “É possível fazer análise de conteúdo por computador?” (p. 171) sugerindo que se decomponha a questão em três níveis: o tratamento de texto (função «cortar, colar»); as operações de análise de texto (categorização) e a análise dos dados obtidos (as operações estatísticas dos resultados). Demonstra alguma apreensão na resposta dizendo “… «Sim», porque algumas coisas são já possíveis, «Não», porque normalmente essas coisas existem apenas a título experimental ou artesanal…” (p. 172).

            Ao verificar a utilidade da informática para a análise de conteúdo a autora enumera os benefícios e as limitações dos computadores neste campo de análise

            Conclui afirmando que o computador não pode fazer tudo, necessitando de operações prévias e a sua utilização tem consequências na prática da análise de conteúdo nomeadamente ao nível: da rapidez; do rigor na organização; a flexibilidade mantém-se; a reprodução e troca de documentos facilitada e o aumento de criatividade por parte do investigador.

Bibliografia:
 BARDIN, Laurence. Análise de Conteúdo. Lisboa: Edições 70; 2008.

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