quarta-feira, 2 de julho de 2014


Análise de conteúdo – o método de Laurence Bardin

Parte III

III – A Categorização

            Esta fase traduz-se na passagem de dados embruto para dados organizados. É uma opção de classificação de elementos constitutivos de um conjunto por diferenciação e, seguidamente, por reagrupamento segundo o género ou seja por analogia. As categorias, neste tipo de análise, são rúbricas ou classes que reúnem um grupo de elementos sob um título genérico. O critério de categorização pode ser semântico, sintático, léxico e expresso.

            O processo de categorização implica duas etapas: o inventário (isolar os elemento) e a classificação (repartir os elementos).

            Aquando da análise de conteúdo se decide codificar o material deve-se produzir um sistema ou tabela de categorias, pois esta análise assenta na crença de que a categorização não introduz desvios no material, antes pelo contrário revela índices invisíveis aos dados em bruto.

            Um conjunto ou uma tabela de “boas” categorias deve possuir as seguintes qualidades: deve haver uma exclusão mútua; deve ser homogénea; deve ter objetivos e fidedignos e deve ter produtividade ou seja fornecer resultados férteis.

 

Bibliografia:
 BARDIN, Laurence. Análise de Conteúdo. Lisboa: Edições 70; 2008.

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