Análise de conteúdo – o método de Laurence Bardin
Parte III
III – A Categorização
Esta fase traduz-se
na passagem de dados embruto para dados organizados. É uma opção de
classificação de elementos constitutivos de um conjunto por diferenciação e,
seguidamente, por reagrupamento segundo o género ou seja por analogia. As categorias,
neste tipo de análise, são rúbricas ou classes que reúnem um grupo de elementos
sob um título genérico. O critério de categorização pode ser semântico,
sintático, léxico e expresso.
O processo
de categorização implica duas etapas: o inventário (isolar os elemento) e a
classificação (repartir os elementos).
Aquando da
análise de conteúdo se decide codificar o material deve-se produzir um sistema
ou tabela de categorias, pois esta análise assenta na crença de que a
categorização não introduz desvios no material, antes pelo contrário revela índices
invisíveis aos dados em bruto.
Um conjunto
ou uma tabela de “boas” categorias deve possuir as seguintes qualidades: deve
haver uma exclusão mútua; deve ser homogénea; deve ter objetivos e fidedignos e
deve ter produtividade ou seja fornecer resultados férteis.
Bibliografia:
BARDIN, Laurence.
Análise de Conteúdo. Lisboa: Edições 70; 2008.
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