Métodos em Teologia Prática
A teologia prática tem acompanhado a
evolução das ciências humanas e sociais ao longo das últimas décadas, estando
em constante diálogo. Utiliza um conjunto de técnicas de investigação de campo
das ciências humanas e sociais que foram sendo apropriadas à investigação em
teologia prática. Até ao Concílio Vaticano II predominou o método dedutivo (raciocínio, paradigma), o qual inscrevia nas
práticas concretas a razão teológica das fórmulas dogmáticas, sucedendo-se
depois o método indutivo (observação
direta o aqui e agora), com o Vaticano II, o qual, pelo contrário, parte
inicialmente das experiências concretas e gerou o diálogo com as ciências
humanas e sociais. Para ultrapassar a linearidade dos métodos anteriores surge
o método de correlação, que se
destaca pelo “ver - julgar - agir”. Aparecem depois os métodos de teor projetivo e de discernimento.
Neste último
destaca-se o pensamento de Sergio Lanza, que criou um método próprio fundado na
teologia do discernimento que se torna inovador ao identificar o sujeito de
toda a ação pastoral a comunidade (participação);
exigir a verificação da ação e monitorização dos resultados e pela
transformação interior (conversão).
Sendo um método de aplicação, ação e compreensão comporta três dimensões:
análise e avaliação; decisão e projeção e atuação e verificação. Este método está
estruturado em cinco etapas:
1.
Questão
(formulação);
2.
Questão
rezada (oração);
3.
Questão
refletida (reflexão pessoal e comunitária);
4.
Questão
objetivada (diálogo e aprofundamento);
5.
Questão
em via de solução (decisão).
Bibliografia:
LIMA, José da Silva – Teologia Prática Fundamental. Fazei vós, também. Lisboa: Universidade Católica Editora, 2009.
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