quarta-feira, 2 de julho de 2014


Métodos em Teologia Prática

A teologia prática tem acompanhado a evolução das ciências humanas e sociais ao longo das últimas décadas, estando em constante diálogo. Utiliza um conjunto de técnicas de investigação de campo das ciências humanas e sociais que foram sendo apropriadas à investigação em teologia prática. Até ao Concílio Vaticano II predominou o método dedutivo (raciocínio, paradigma), o qual inscrevia nas práticas concretas a razão teológica das fórmulas dogmáticas, sucedendo-se depois o método indutivo (observação direta o aqui e agora), com o Vaticano II, o qual, pelo contrário, parte inicialmente das experiências concretas e gerou o diálogo com as ciências humanas e sociais. Para ultrapassar a linearidade dos métodos anteriores surge o método de correlação, que se destaca pelo “ver - julgar - agir”. Aparecem depois os métodos de teor projetivo e de discernimento.

            Neste último destaca-se o pensamento de Sergio Lanza, que criou um método próprio fundado na teologia do discernimento que se torna inovador ao identificar o sujeito de toda a ação pastoral a comunidade (participação); exigir a verificação da ação e monitorização dos resultados e pela transformação interior (conversão). Sendo um método de aplicação, ação e compreensão comporta três dimensões: análise e avaliação; decisão e projeção e atuação e verificação. Este método está estruturado em cinco etapas:

1.      Questão (formulação);

2.      Questão rezada (oração);

3.      Questão refletida (reflexão pessoal e comunitária);

4.      Questão objetivada (diálogo e aprofundamento);

5.      Questão em via de solução (decisão).

Bibliografia:
LIMA, José da Silva – Teologia Prática Fundamental. Fazei vós, também. Lisboa: Universidade Católica Editora, 2009.

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