Análise de conteúdo – o método de Laurence Bardin
Parte I
Parte I
A captação de análise de dados numa
análise qualitativa faz-se pela análise de conteúdo. Esta permite-nos perceber,
não apenas os dados positivos mas os significados, analisando o que é explícito
no texto. Este método aspira a objetividade mas não a consegue a cem por cento.
Tem de ser pensado em função de indicadores de forma positiva, negativa ou
ausente e categorias de análise que explicam as hipóteses formuladas.
Laurence Bardin, na sua obra “Análise
de Conteúdo”, apresenta um método próprio para a análise de conteúdos de dados (na última publicação esquematizado).
Estruturado em cinco etapas o método inicia com a organização da análise
dividida em três polos cronológicos: a pré-análise; a exploração do material e
o tratamento dos resultados, sua inferência e interpretação.
I – Organização da Análise:
a) Pré-análise;
É a
fase de organização propriamente dita. Período de intuições cujo objetivo é o
de tornar operacionais e sistematizar as ideias iniciais. Pressupõe três
missões: a escolha dos documentos, a formulação de hipóteses e dos objetivos e
a elaboração de indicadores que fundamentem e interpretação final. Desta fase
fazem parte momentos como as leituras
flutuantes (estabelecer contato com os documentos a analisar e conhecer o
texto deixando-se invadir por impressões e orientações), a escolha dos
documentos (constituição de um corpus
segundo quatro regras: exaustividade, representatividade, homogeneidade e
pertinência), a formulação das hipóteses (afirmações provisórias que nos propomos
verificar) e dos objetivos, a referenciação dos índices e a elaboração de
indicadores e a preparação do material.
b)
Exploração do material;
Fase,
longa e fastidiosa, que consiste em operações de codificação, decomposição ou
enumeração, em função de regras previamente formuladas.
c)
Tratamento dos resultados, sua
inferência e interpretação.
Neste
momento, os resultados em bruto são tratados de maneira a serem significativos
(“falantes”) e válidos. Para mais rigor os resultados submetem-se a provas
estatísticas e testes de validação (interna ou externa).
Bibliografia:
BARDIN, Laurence.
Análise de Conteúdo. Lisboa: Edições 70; 2008.
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